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Revista Memória e Caminhada – Chamada para apresentação de Artigos

Prezad@s,

A Revista semestral Memória e Caminhada – Estudos sobre as comunidades eclesiais de base (CEBs), religiosidade e os movimentos sociais e populares (ISSN 1806-3802), publicada pelo Portal de Periódicos da Universidade Católica de Brasília – UCB, está recebendo artigos e resenhas para o seu próximo número que irá ao ar no mês de Julho de 2012.

O tema da próxima edição é o seguinte:

“CEBs: romeiras do reino no campo e na cidade”.

O que se propõe é uma análise dos valores e conflitos desta inusitada relação entre cidade e campo, sob os mais diversos ângulos ou realidades que desafiam o futuro das CEBs.

Sugestão de Subtemas ou recortes de reflexão na esfera do Tema Geral:

  • Povos da floresta/ da terra e a questão da urbanização: choques, conflitos, luta, resistência, desafios – relação com a proposta das CEBs
  • Questão ambiental – Mãe-Terra/sustentabilidade… – desafios, perspectivas
  • Êxodo rural/expulsão do campo e urbanização: problemas sociais/culturais…
  • Religiosidade popular e CEBs.

Os trabalhos devem ser enviados para análise para o seguinte e-mail:

revistamc@ucb.br – até o prazo de 30/04/2012.

Para maiores informações sobre as normas da Revista, bem como sobre o formato dos trabalhos, deve-se acessar o link abaixo – Normas Editoriais. Para facilitar a divulgação, o texto desta Chamada de Artigos está, também, lincado abaixo.

Normas Editoriais

Edital de chamada

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Sul do Amazonas – o reinado da pistolagem!

A grilagem de terra corre solta! A derrubada ilegal e roubo de madeira não tem freio! Além de outras agressões à natureza na região. Na região de Lábrea, das mais conflitivas no sul do Amazonas, funcionários do INCRA são ameaçados e impedidos de trabalhar, lideranças populares e sindicais que lutam em defesa da terra, da floresta, estão na lista dos “marcados para morrer”, e mortas com frequência, sem que ninguém tome medidas eficazes para proteger a vida dos que têm os dias contados, por força da “lei do gatilho”, que continua imperando na região. Onde está o Estado para garantir o direito de viver? Um depoimento…

“Em junho de 2010, durante vistoria no assentamento Gedeão, sul do Amazonas, a líder Nilcilene Miguel de Lima foi agredida na frente de uma funcionária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Isso aconteceu enquanto ela mostrava um desmatamento dentro do assentamento. Surpreendida por um pistoleiro, Nilcilene levou socos, chutes e tapas no ouvido que lhe tiraram parte da audição. A funcionária do Incra tentou intervir e levou um soco no peito. As duas correram para o carro e fugiram. Nilcilene foi para a delegacia mais próxima fazer boletim de ocorrência e de corpo de delito. A funcionária do Incra voltou para Manaus e pediu transferência. O agressor e o desmatador nunca foram punidos”.

Veja o apelo veemente de Nilcilene, que sabe de seu destino, o mesmo de dezenas/centenas de lideranças comunitárias e defensoras da floresta. Até quando esse tipo de criminosos continuarão reinando impunes?  Quando serão tomadas providências enérgicas e efetivas? Quando for tarde demais? Quem vai fazê-lo? O que nós podemos fazer de imediato para ajudar a salvar a vida de Nilcilene (Lábrea – Amazonas), de Laísa (irmã de Maria do Espírito Santo, e cunhada de José Cláudio, casal de extrativistas assassinados em 2011, em Nova Ipixuna – Pará)?

Seguem um vídeo e um texto para ativar a reflexão.

(R.Thiel)

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Reportagem de Ana Aranha, de A PÚBLICA – AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO.

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Sul do Amazonas: Nilcilene, com escolta e colete à prova de balas: ‘eles vão me matar’

Publicado em março 2, 2012 por HC em Eco Debate

Liderança na Amazônia ganha proteção da Força Nacional, mas vive acuada por ameaças. À sua volta, madeireiros e grileiros seguem livres.

– Nesse rio aqui também apareceu um morto, levou 13 dias para virem retirar o corpo. A gente espantava os urubus com uma palha.

Com colete à prova de balas, chacoalhando no banco de trás da viatura da Força Nacional de Segurança, essa é a quarta vez que a produtora e líder rural Nilcilene Miguel de Lima aponta lugares onde encontrou corpos furados a bala nas estradas do sul de Lábrea, município do Amazonas. “Já teve vez que não apareceu ninguém para buscar. O povo enterrou por aí mesmo”.

É fim de tarde. A viatura tem que chegar na casa de Nilcilene antes do escurecer, onde dois policias passam a noite em vigília. Alguns quilômetros antes do destino, ela se agita ao ver uma picape azul no sentido oposto da estrada: Continuar lendo

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