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Resenhas e dicas de textos ou livros que tratem sobre as CEBs, Movimentos Populares, Justiça Social e Espiritualidade

Profecia: a partir dos pobres

Frei Gilvander Luís Moreira, das Minas Gerais, é frei carmelita, expert em interpretação bíblica do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT), com presença marcante em outras instituições eclesiais. No texto que colocamos à sua disposição, Frei Gilvander apresenta uma reflexão muito pertinente e muito rica sobre a temática da profecia, sob a ótica dos oprimidos, a partir do olhar e da realidade dos empobrecidos. Convida para revisitar algumas profecias bíblicas significativas, situadas no contexto do pobres, a partir dos sonhos e esperanças dos pobres, de quem carinhosamente Javé “escuta o clamor, e desce para socorrê-los e libertá-los” (Ex 3,7ss).

Leia na íntegra o texto de Gilvander…..

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Profecia: a partir dos pobres.

Gilvander Luís Moreira[1]

 

Palavra de Javé: consolai os aflitos e afligi os consolados! Ninguém pode tocar o corpo dos escritos proféticos sem sentir a batida do coração divino.

 

A Bíblia, se interpretada com sensatez e a partir dos pobres, nos educa para a vivência profética, o que passa necessariamente por construir uma convivência humana e ecológica onde o bem comum seja um princípio básico seguido.

Os grandes desafios da realidade social, eclesial e eclesiástica para as pessoas cristãs que se engajam nas lutas sociais e na construção de uma sociedade justa, solidária, ecumênica e sustentável, – também construção de uma igreja Povo de Deus -, me fazem recordar também os desafios de muitos profetas e profetisas da Bíblia e de suas profecias.

Quando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST – ou os movimentos populares que fazem ocupações urbanas realizam ações radicais – não extremistas, mas aquelas que, de fato, vão à raiz dos problemas e, por isso, ferem o coração da idolatria do capital – o ódio dos poderosos despeja-se sobre os militantes dos movimentos populares. Isso faz acordar em mim profecias bíblicas, como das parteiras do Egito, dos profetas Elias, Amós, Miqueias e do galileu de Nazaré.

Quantos de nós já nos dispusemos a fazer a experiência de viver sob lonas pretas e gravetos – em condições similares aos animais no meio do mato, ou em condições piores do que nas favelas? Quem de nós já viveu à beira das estradas, em lugares ermos e remotos, sujeitos aos ataques noturnos repentinos? Quantos já permaneceram em um acampamento do MST por mais de um dia, observando o que comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como são suas condições de vida? Quantos já viram o desespero das mães procurando, aos gritos, pelos filhos enquanto o acampamento arde em fogo às 3 da madrugada, atacado por jagunços?

 Sentindo-me na pele dos sem-terra e dos sem-casa, convido você para visitar algumas profecias bíblicas das parteiras, de Elias, Amós, Miqueias e Jesus de Nazaré, na esperança de que possam iluminar nossas consciências e aquecer nossos corações para discernirmos o que é preciso fazer, como fazer e comprometermo-nos de fato com a causa dos pobres que, com fé libertadora, lutam por direitos humanos, por uma terra sem males.

Uma premissa básica: nosso Deus é transdescendente. Muitos perguntam: se Deus existe e é todo poderoso, por que permite tanta dor, tanta violência e sofrimento no mundo? Deus é sádico? Está sentado na arquibancada, de braços cruzados, vendo o sangue do inocente verter na arena da vida? Deus não faz nada? Um sábio, ao ouvir essas interpelações, respondeu: Deus fez e faz todos nós para sermos no mundo expressão do Deus que é infinito amor. A única força que Deus tem é o amor, que aparenta ser a realidade mais frágil, mas é a mais poderosa do mundo. Só o amor constrói.

JESUS se tornou tão humano que acabou se divinizando. Pelo seu relacionamento íntimo com o Pai, ao qual chamava de papai (abbáh, em hebraico), Ele nos revela uma característica fundamental que perpassa toda a experiência do povo de Deus da Bíblia: o Deus comprometido com os pobres é um Deus transdescendente, não apenas transcendente – sua transcendência se esconde na imanência, o divino no humano. A partir do Êxodo, constatamos como Javé é um Deus que ouve os clamores dos oprimidos e desce para libertá-los (Êxodo 3,7-9). No início do Gênesis, o Espírito está nas águas, permeia e perpassa tudo (Gênesis 1,2). Em Jesus de Nazaré, tendo “nascido de mulher” (Gálatas 4,4), Deus se encarna, descendo e assumindo a condição humana. No Apocalipse, Deus larga o céu, desce, arma sua tenda entre nós e vem morar conosco definitivamente (Apocalipse 21,1-3). Logo, um movimento de transdescendência perpassa toda a Bíblia. Esta característica se reflete em Jesus e continua nas pessoas cristãs de verdade.

Profecia é sussurro de Deus. Os oráculos proféticos, normalmente, são introduzidos com uma fórmula característica: “Assim disse Javé….” ou “Oráculo de Javé” (Jr 9,22-23). A expressão “ne’m YAHWEH”, em hebraico, geralmente traduzida por “oráculo de Javé” ou “Palavra de Javé”, significa “sussurro, cochicho de Deus no ouvido do profeta ou da profetisa”. Para entender um cochicho, um sussurro, é preciso fazer silêncio, prestar muita atenção, estar em sintonia, ter proximidade, ser amiga/o. Logo, Deus não falava claramente aos profetas, como nós, muitas vezes pensamos. Deus fala hoje para – e em – nós do mesmo modo que falava aos profetas e às profetisas. Deus cochicha (sussurra) em nossos ouvidos, sempre a partir da realidade do pólo enfraquecido, na trama complexa das relações e estruturas humanas.

Precisamos colocar nossos ouvidos e nosso coração pertinho do coração dos violentados, para que nossas palavras possam refletir algo da vontade do Deus da vida. Mais que fazer cursos de oratória, precisamos de cursos de “escutatória”. Para ouvir os clamores mais profundos dos empobrecidos é necessário conviver com eles.


[1] Frei e padre carmelita; mestre em Exegese Bíblica; professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos, no Instituto Santo Tomás de Aquino – ISTA -, em Belo Horizonte – e no Seminário da Arquidiocese de Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.brwww.gilvander.org.brwww.twitter.com/gilvanderluis – facebook: gilvander.moreira

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Revista Memória e Caminhada – Chamada para apresentação de Artigos

Prezad@s,

A Revista semestral Memória e Caminhada – Estudos sobre as comunidades eclesiais de base (CEBs), religiosidade e os movimentos sociais e populares (ISSN 1806-3802), publicada pelo Portal de Periódicos da Universidade Católica de Brasília – UCB, está recebendo artigos e resenhas para o seu próximo número que irá ao ar no mês de Julho de 2012.

O tema da próxima edição é o seguinte:

“CEBs: romeiras do reino no campo e na cidade”.

O que se propõe é uma análise dos valores e conflitos desta inusitada relação entre cidade e campo, sob os mais diversos ângulos ou realidades que desafiam o futuro das CEBs.

Sugestão de Subtemas ou recortes de reflexão na esfera do Tema Geral:

  • Povos da floresta/ da terra e a questão da urbanização: choques, conflitos, luta, resistência, desafios – relação com a proposta das CEBs
  • Questão ambiental – Mãe-Terra/sustentabilidade… – desafios, perspectivas
  • Êxodo rural/expulsão do campo e urbanização: problemas sociais/culturais…
  • Religiosidade popular e CEBs.

Os trabalhos devem ser enviados para análise para o seguinte e-mail:

revistamc@ucb.br – até o prazo de 30/04/2012.

Para maiores informações sobre as normas da Revista, bem como sobre o formato dos trabalhos, deve-se acessar o link abaixo – Normas Editoriais. Para facilitar a divulgação, o texto desta Chamada de Artigos está, também, lincado abaixo.

Normas Editoriais

Edital de chamada

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Sul do Amazonas – o reinado da pistolagem!

A grilagem de terra corre solta! A derrubada ilegal e roubo de madeira não tem freio! Além de outras agressões à natureza na região. Na região de Lábrea, das mais conflitivas no sul do Amazonas, funcionários do INCRA são ameaçados e impedidos de trabalhar, lideranças populares e sindicais que lutam em defesa da terra, da floresta, estão na lista dos “marcados para morrer”, e mortas com frequência, sem que ninguém tome medidas eficazes para proteger a vida dos que têm os dias contados, por força da “lei do gatilho”, que continua imperando na região. Onde está o Estado para garantir o direito de viver? Um depoimento…

“Em junho de 2010, durante vistoria no assentamento Gedeão, sul do Amazonas, a líder Nilcilene Miguel de Lima foi agredida na frente de uma funcionária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Isso aconteceu enquanto ela mostrava um desmatamento dentro do assentamento. Surpreendida por um pistoleiro, Nilcilene levou socos, chutes e tapas no ouvido que lhe tiraram parte da audição. A funcionária do Incra tentou intervir e levou um soco no peito. As duas correram para o carro e fugiram. Nilcilene foi para a delegacia mais próxima fazer boletim de ocorrência e de corpo de delito. A funcionária do Incra voltou para Manaus e pediu transferência. O agressor e o desmatador nunca foram punidos”.

Veja o apelo veemente de Nilcilene, que sabe de seu destino, o mesmo de dezenas/centenas de lideranças comunitárias e defensoras da floresta. Até quando esse tipo de criminosos continuarão reinando impunes?  Quando serão tomadas providências enérgicas e efetivas? Quando for tarde demais? Quem vai fazê-lo? O que nós podemos fazer de imediato para ajudar a salvar a vida de Nilcilene (Lábrea – Amazonas), de Laísa (irmã de Maria do Espírito Santo, e cunhada de José Cláudio, casal de extrativistas assassinados em 2011, em Nova Ipixuna – Pará)?

Seguem um vídeo e um texto para ativar a reflexão.

(R.Thiel)

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Reportagem de Ana Aranha, de A PÚBLICA – AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO.

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Sul do Amazonas: Nilcilene, com escolta e colete à prova de balas: ‘eles vão me matar’

Publicado em março 2, 2012 por HC em Eco Debate

Liderança na Amazônia ganha proteção da Força Nacional, mas vive acuada por ameaças. À sua volta, madeireiros e grileiros seguem livres.

– Nesse rio aqui também apareceu um morto, levou 13 dias para virem retirar o corpo. A gente espantava os urubus com uma palha.

Com colete à prova de balas, chacoalhando no banco de trás da viatura da Força Nacional de Segurança, essa é a quarta vez que a produtora e líder rural Nilcilene Miguel de Lima aponta lugares onde encontrou corpos furados a bala nas estradas do sul de Lábrea, município do Amazonas. “Já teve vez que não apareceu ninguém para buscar. O povo enterrou por aí mesmo”.

É fim de tarde. A viatura tem que chegar na casa de Nilcilene antes do escurecer, onde dois policias passam a noite em vigília. Alguns quilômetros antes do destino, ela se agita ao ver uma picape azul no sentido oposto da estrada: Continuar lendo

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A década da educomunicação?

Ao discorrer sobre Educomunicação como um conceito vangurda, típico da última década (2001-2011), o autor mostra que essa discussão, liderada pela USP, “já existe desde a década de 1950, por meio das comunidades eclesiais de base. E só em 2001 passaram a frequentar as salas de aula nas pós-graduações…” (Por Alexandre Mascarenhas)

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A década da educomunicação?

por Alexandre Sayad, do Portal Aprendiz

Em dezembro de 2011, a Universidade de São Paulo (USP) organizou, como já tem virado um costume, o III Simpósio Brasileiro de Educomunicação, que reúne profissionais e pesquisadores da interface entre a educação e comunicação de diversas partes da America Latina. Participei de uma mesa de debates cujo título chamava a atenção para a década da educomunicação que se fechava (2001/2011), que teria começado quando a USP começou a sistematizar esse novo campo, assim chamado por eles, e a sociedade civil, em organizações como as que compõem a Rede CEP, iniciado a disseminação da prática Brasil afora. Continuar lendo

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Abandono do Método ver-julgar-agir

A leitura do texto “Abandono do método ver-julgar – agir” do Professor José Lisboa nos deixa uma questão: Quão caro a Igreja irá pagar pelo abandono desse método?

As CEBs por sua vez fazem a utilização deste método Ver – julgar – Agir e ainda acrescenta outros dois mais Avaliar e Celebrar.  A igreja para dar respostas às novas questões do mundo contemporâneo precisa ouvir o seus fiéis, mesmo os destoantes, para ai sim julgar e agir.

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José Lisboa Moreira de Oliveira

Filósofo, teólogo, escritor e professor universitário

 

Dias atrás, ao escrever sobre o cinquentenário da Mater et Magistra, lembrei que o papa João XXIII, definiu como o melhor método para a formação nos princípios da justiça social aquele que depois foi consagrado pela Igreja latino-americana: conhecer a situação concreta, examinar essa realidade à luz da Palavra e da doutrina da Igreja e, por fim, agir “de acordo com as circunstâncias de tempo e de lugar” (MM, 236). Lembrava ainda que o “papa buono”, neste mesmo parágrafo da encíclica definia tal método como ver, julgar, agir. Salientava que, segundo o papa, é necessário “que os jovens, não só conheçam esse método, mas o empreguem, concretamente, na medida do possível, a fim de que os princípios adquiridos não permaneçam para eles no campo das ideias abstratas, mas sejam traduzidos na prática” (MM, 237).

Em meu artigo afirmava que um dos sinais mais evidentes do inverno tenebroso da atual Igreja, especialmente aqui na América Latina, é o aborto progressivo deste método. Documentos recentes dos episcopados e das Igrejas locais revelam a intenção premeditada de enterrar definitivamente este precioso legado consagrado por um documento tão valioso do Magistério da Igreja.

O sepultamento do método ver-julgar-agir começa aqui na América Latina com as Conclusões de Santo Domingo, no início da década de 1990. Daí para cá os documentos oficiais foram abandonando-o progressivamente. O mais recente exemplo disso pode ser encontrado nas Diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas em maio passado. Continuar lendo

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Bíblia e Bem Viver

Reflexão muito lúcida, de agradável sabor e prenhe da percepção do desejo de vida abundante na Terra Sem Males, conectando a ideia do Bem Viver, sabedoria tão central nas culturas maia, aimara, quéchua, dos povos guarani e outros, com a teimosa mística insurreicional-profética que alimentou o processo de  libertação da escravidão do regime tirânico do Egito, conduzido por Moisés, salvo pelo esperançoso desejo de viver,  na caminhada do povo hebreu rumo à Terra da Promessa,  eis o que  Mercedes Lopes propõe, inspirada nos cap. 16 e 18 de Êxodo.

“Nesta busca de relacionar Bíblia e Bem-Viver, deixamo-nos surpreender, também, pela fé e a ousadia de uma mulher excluída: a Sirofenícia. Com fé e ousadia, ela conquista para todas as pessoas o direito à vida e à dignidade….”, prossegue Mercedes, conectando com os ensinamentos e práticas de Jesus.  O diálogo questionador com o Nazareno, como  apresenta o texto de Marcos 7,24-30, transforma por completo a vida da mulher estrangeira, que vai se encontrar com Jesus para rogar pela saúde, pela vida de sua filha, e no diálogo sacode algumas compreensões de Jesus, insistindo com persistência que “os cachorrinhos, sim, comem as migalhas que caem debaixo da mesa” dos comensais. Em conseqüência, alcança até mais do que busca, a recuperação da saúde da filha: sua palavra torna-se Palavra sagrada de Deus.

Para saborear melhor o texto, convidamo-lo/la para a leitura desta rica contribuição da biblista Mercedes Lopes*

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Bíblia e Bem-Viver
Mercedes Lopes
Biblista
Adital – 17.08.11

O Bem-Viver(1) é um conceito dinâmico, em permanente construção e reinterpretação. Ele tem por base as experiências e sabedorias dos povos originários da América Latina e Caribe. “Bem-Viver’ é uma interpretação do Sumak Kawsay quéchua(2) dentro da realidade complexa e desafiadora do sistema do mercado global, com suas rápidas mudanças e seus impactos destruidores das condições de vida da humanidade no planeta Terra. É uma proposta aberta, que vem inspirando novos e diferentes posicionamentos na busca de gerar uma cultura da vida, em atitude de respeito e reciprocidade com todo o universo. Uma nova postura que exige rupturas, travessias, rompimento com sistemas e esquemas mentais dominantes.

Assim como os povos originários quéchua, aimara, guarani etc. viviam em busca da sociedade do Bem-Viver ou da Terra sem Males, grupos explorados e escravizados no Egito fizeram uma caminhada em busca de dignidade e autonomia, em um território coletivo. Este é o sonho que gerou o Êxodo (Ex 15,2-21). Quando a esperança de um povo é forte, ela engravida a história. Foi o que aconteceu no final do 12º século a.C: o Egito ficou debilitado pelas constantes investidas dos filisteus e também pelos problemas internos (cf. Ex 12,29-13,16). Nestas circunstâncias, animados pelo desejo de libertação e pela presença do Deus libertador que escuta o clamor dos empobrecidos (Ex 3,7-10), o grupo preparou-se para a saída às pressas, como transparece em Ex 12,11. Continuar lendo

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Padre Jóse Comblin

Amigos de luta: Pe. Comblin e Dom Hélder Câmara

Nós, equipe do projeto Memória e Caminhada das CEBs, da UCB/DF,  solidarizamo-nos com todos que sentem pela “viagem” do Pe. José Comblin, para a ´Comunidade Eterna de Base´.  Sentimos a perda do grande ser humano que construiu sua caminhada neste mundo como um permanente testemunho profético de uma igreja comprometida com a causa dos pobres do Reino e com a justiça social. Sua partida, por outro lado, nos encoraja e nos desafia no prosseguimento da luta pelo direito da abundância de vida para todos.

Associamo-nos às falas testemunhais a seguir:

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