A visão de Edgar Morin sobre Ética

A discussão sobre o novo contexto da complexidade nos impõe, em primeiro lugar, a compreensão acerca do conceito desta palavra. Etimologicamente, segundo Morin (2006, p. 13), complexidade deriva de complexus (o que é tecido junto), quer dizer, “ela é um tecido de constituintes heterogêneas inseparavelmente associadas – o paradoxo do uno e do múltiplo”. E logo após, a complexidade passa a ser, efetivamente, “um tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem nosso mundo fenomênico”. O próprio Morin (2006) assume, enfim, que deparamos com múltiplos desafios e dificuldades quando buscamos efetivar o pensamento complexo – “a principal dificuldade é que se deve enfrentar o emaranhado (o jogo infinito das inter-retroações, a solidariedade dos fenômenos entre eles, a bruma, a incerteza, a contradição)”.

É neste cenário de um novo paradigma, típico da complexidade, que o sociólogo francês Edgar Morin realiza uma análise sobre a questão da Ética e suas implicações. O pensamento completo de Morin sobre este tema encontra-se na obra O método 6: Ética.Porto Alegre, RS: Sulina, 2006.

(Por: Alexandre Mascarenhas – 25.8.2011)

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