São Geraldo do Araguaia

DOCUMENTO N.º 01

A presente cartilha-manifesto relata os fatos ocorridos na região de São Geraldo do Araguaia, estado do Pará, destacando os problemas com a terra, a prisão dos posseiros e padres da região ocorrido nos anos de 1971 à 1981. Vejamos então:

 

¬  LAVRADORES, FORA DA TERRA E DA LIBERDADE

¬  SEUS MISSIONÁRIOS PERSEGUIDOS

Comissão de apoio aos treze

 

posseiros do Baixo Araguaia

    e ao Padres Aristides e Francisco.

Brasília – 16/10/81

 

ESTA É A NOTÍCIA

                                   Já é notícia nacional e internacional: estão pre/sos, desde o dia 18 de agosto de 1971, treze posseiros do Bai/xo Araguaia e, desde o dia 31, os padres Aristides Camio e Francisco Gouriou, missionários da diocese de Conceição do Aragua/ia, PA.

                                   Os lavradores e os padres estiveram detidos inici/almente na sede do GEAT (Grupo Executivo de Terras Araguaia/Tocantins) de São Geraldo. Neste local, os camponeses foram/ submetidos à tortura,  pela Polícia Federal, com o único fim de/ forçá-los a que incriminassem os dois religiosos e mais globalmente a Pastoral da Igreja comprometida com o Povo do campo.

                                    Os padres, enquadrados primeira na Lei de Seguran/ça Nacional, estão respondendo hoje inquérito de expulsão do/ país.

                                    Os 13 lavradores continuam pjresos em Belém e suas famílias sobrevivem graças à ajuda de amigos.

A MISSA E AS AMEAÇAS

            No dia 8 de agosto, os padres Francisco e Aristi/des celebraram uma missa na casa de João Matias, distrito de/ São Geraldo, município de Conceição do Araguaia. Era a primei/ra missa que se celebrava nessa comunidade. O ambiente estava/ carregado porque havia novamente ameaças de pistoleiros queren/do matar o pe. Aristides e expulsar o lavradores de suas pos/ses.

                                    O litígio na área envolve, de um lado, dezenas de/ famílias de lavradores, alguns até com 20 anos de posse e, do/ outro, três fazendeiros poderosos: Evandro Azevedo, José Almei/da e Juracy Texeira, deputado estadual de Goiás pelo PDS.

GETAT  E POLÍCIA FEDERAL

            deste No dia 11 a Polícia Federal com elementos do GETAT,/ entrou na área ameaçando a Povo e colocando as famílias em pa/nico (sic). Já em julho ano, 5 lavradores haviam sido presos/ também pela Polícia Federal.

                                    A atuação da PF e GETAT era evidentemente ile/gal, por dois motivos: a área, segundo o próprio GETAT, tem tí/tulos de aforamento, que são contratos entre o Estado do Pará/ e os três fazendeiros citados. Não cabia por tanto ao GETAT –/ órgão executivo da União – intervir em terras de domínio esta/dual. Além do mais, a PF foi chamada pelo GETAT para desalojar/ partes desses posseiros, como reconheceu explicitamente o pró/prio responsável local deste órgão, Dr. Carlos Chaves. Não ha/via tão pouco ordem judicial que legalizasse essa expulsão.

O CONFRONTO E REPRESSÃO

            No dia 13, numa derrubada da mata, o 13 lavrado/res se encontraram de repente com dois carros do GETAT. Neles/ viajavam, fortemente armados, 9 homens, dois deles pistoleiros/ bem conhecidos dos lavradores. Os outros, também à paisana, e/ram técnicos do GETAT e Polícia Federal. Os camponeses pressu/punham logicamente que todos eles eram pistoleiros.

                                    Houveum (sic) confronto, por parte dos lavradores em le/gítima defesa, que redundou na morte  – ainda não comprovada -/ de um capataz da fazenda do deputado Juracy e no ferimento dos/ demais ocupantes dos veículos./

                                    A repressão caiu violentamente. Dois aviões  DC 3/ desembarcaram mais de 40 agentes da Polícia Federal, helicópte/ros sobrevoaram a região e muitos lavradores foram presos e es/pancados.

                                    No dia 18 de agosto, os outros lavradores se entre/garam. A PF os submeteu à incomunicabilidade e a constantes tor/turas físicas e morais, com o único objetivo de descaracteri/zar a legítima defesa e de inculpar os padres como autores in/telectuais da ação. O posseiro João Matias permaneceu oito dias/ com as duas mãos algemadas, dentro de um jeep, na sede do/ GETAT e separado dos companheiros. Foi ele quem finalmente, sob/ o terror, chegou a inculpar os padres e ainda só com esta gené/rica acusação: o confronto seria consequência das palavras do/ pe. Aristides na celebração do dia 8. Esposas e filhos dos pos/seiros presos declararam, entretanto, que na/ missa o padre nada mais fez que pedir “que ninguém saisse (sic) de seu local, que tivessem união, fé e esperança.”

                                    Sob essa mesma pressão, no dia 9 de setembro, os/ posseiros chegaram a rejeitar os advogados oferecidos pela CNBB/ e pela CPT. Sendo que no dia 4 aceitaram, na frente do delega/do José Luis Cardoso, um desses advogados e naquela ocasião não/ fizeram a menor acusação contra os padres.

                                    No dia 31 de agosto, a Polícia Federal, fortemente/ armada, assaltou a casa paroquial de São Geraldo, prendeu os/ dois missionários, humilhando-os grosseiramente. Como também/ humilhou Oneide Costa Lima, viúva do líder sindical da região,/ Raimundo “o Gringo”, assassinado por pistoleiros a mando, em/ maio de 1980.

ENTRE A CALÚNIA E A SOLIDARIEDADE

                                    Por estranha coincidência, nos dias 30 de agosto e/ 9 de setembro, o coronel Passarinho desencadeou uma aparatosa/ ofensiva conta a Igreja. Secundava-o, no dia 31 de agosto, o/ tristemente famoso “Major Curió”, com seu comunicada nº 3 de/ Ronda Alta.

                                    Mesmo depois de cessar a incomunicabilidade, os la/vradores e os padres não puderam receber visitas, em conversa/ privada, nem dos seus próprios advogados. Bispos e parlamenta/res foram impedidos de visitar os presos, contrariamente às/ promessas garantidas pelo Ministro da Justiça.

                                    No dia 11 de setembro um avião C 47 da FAB transfe/re, às escondidas, os 15 presos para a Superintendência da Po/lícia Federal de Belém.

Inicia-se, então, uma larga manifestação de solidarie/dade, por meio de visitas, vigílias permanentes, missas, cul/tos ecumênicos e outros atos públicos, assim como também por/ abaixo-assinados, comunicações à opinião pública e contribui/

 

ÁREA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA

       O que vem acontecendo, de concentração e violência,/ na maior parte do campo brasileiro, no sul do Pará – onde se/  localiza São Geraldo – apresenta características agravantes.

       No período 1966/75, a SUDAM aprovou 33 projetos a/gro-pecuários (sic), no município de Conceição do Araguaia, envolven/do 430.139,00 ha. É o maior número de projetos agro-pecuários/ (sic) num só município do Brasil. O segundo é o município vizinho de/ Santana do Araguaia. Os dois comportam o maior volume de incen/tivos fiscais já concedidos pela SUDAM.

ações financeiras.

                                    No dia 25, celebrou-se frente  ao prédio da Polí/cia Federal, uma missa presidida por 14 bispos do Regional Nor/te II, com muitos padres, entre eles o 1º sub-secretário da/ CNBB nacional, pe. Virgílio Uchoa.

                                    Movimentos populares, Igrejas evangélicas, Sindica/tos, Partidos políticos de oposição e Associações democráticas,/ em geral, expressaram massivamente seu apoio `a Causa dos lavra/dores e dos missionários e seu repúdio à política fundiária o/ficial e à “repressão institucionalizada”.

NA RAIZ, O LATIFÚNDIO

            Este conflito concreto é um reforço da situação/ fundiária nacional, assentada na acumulação de terras nas mãos/ de uns poucos grupos, nacionais e estrangeiros./

            A opção econômica do Sistema, a quem o atual Regi/me brasileiro serve, leva a esse desdobramento. Dentro do Capi/talismo, cada dia invadindo mais o campo, não há como conciliar/ uma autêntica Reforma Agrária com os interesses dos barões do/ Capital, que se tornaram também os barões da Terra.

            No Capitalismo, tão pouco o bolo da Terra se parti/lha: se acumula. Frente à “terra de trabalho”, que o lavrador/ reclama, que sempre cultivou, o Capitalismo opõe a “terra de/ exploração”.

            Na década (sic) dos 60, foi criada para esse fim especí/fico a serva oficial do nosso capitalismo agrário, a SUDAM (Su/perintendência do Desenvolvimento da Amazônia). Com seus incen/tivos fiscais, seus empréstimos subsidiados e a nula fiscalização, atraiu para a Amazônia Legal grupos industriais, banqueiros, etc., sem vocação agrícola, sem tradição rural e sem es/crúpulos…

            Na terra, na floresta, ainda não capitalizadas, vi/via o Índio, secularmente acuado. Na terra, nos campos “gerais”,/ se foi assentado o lavrador, retirante do Nordeste, do Centro,/ de todos os cantos já apropriados do resto do país.

            Esse lavrador, o posseiro, sucessivamente “tocado”,/ ocupava as novas terras pelo título mais do que legítimo de/ sua “precisão”, mas também com o direito institucionalmente re/conhecido da posse.

            O Regime estimulou as correntes migratórias com o/ traçado de rodovias, como a Transamazônica, com as promessas do/ INCRA e suas agrovilas. Em Conceição do Araguaia, por exemplo,/ menos de 5% dos seus atuais moradores são paraenses. Mas esse/ mesmo  Regime

não se preocupou em criar a infraestrutura neces/sária para absorver harmonicamente a massa de chegantes.

                                    Os Estados, os órgãos federais, os cartórios, aco/bertaram  a corrupção e facilitaram toda espécie de ritos: com/ títulos “voadores”, com falsas certidões negativas, com sobre/posição de títulos em cima de uma mesma área. As forças públi/cas, das armas e da repressão, e com muita frequência o poder/ judiciário, vem firmando alianças com o braço armado particu/lar do Latifúndio, os pistoleiros.

                                    Estava instaurado o conflito entre o lavrador e o/ latifúndio. E esse conflito se avoluma dia a dia.

                                    O Conselho Permanente da CNBB afirmava em sua nota/ de 24 de setembro último: “De inícios de 1977 a julho de 1981,/ a Comissão Pastoral da Terra (CPT) nacional registrou 916 con/flitos por questões de terra, envolvendo 251.891 famílias, com/ um 1.972.989 pessoas. No mesmo período verificaram-se 45 assas/sinatos de trabalhadores rurais e agentes de pastoral, incluí/ndo três advogados. Ao que consta, apesar de conhecidos, nomes,/ datas e lugares de todos esses crimes, nenhum deles foi apura/do de forma conclusiva”.

                                    Por sua vez, a CPT regional Norte II, no levanta/mento que realizou de abril de 1979 a janeiro de 1981 consta/tou  haver 32 casos de torturas, prisões arbitrárias e assassi/natos de lavradores do interior do Pará.

 

ÁREA DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA

       O que vem acontecendo, de concentração e violência,/ na maior parte do campo brasileiro, no sul do Pará – onde se/  localiza São Geraldo – apresenta características agravantes.

       No período 1966/75, a SUDAM aprovou 33 projetos a/gro-pecuários (sic), no município de Conceição do Araguaia, envolven/do 430.139,00 ha. É o maior número de projetos agro-pecuários/ (sic) num só município do Brasil. O segundo é o município vizinho de/ Santana do Araguaia. Os dois comportam o maior volume de incen/tivos fiscais já concedidos pela SUDAM.

                                    Entre outros, pode-se citar, naquela região, os seguintes latifúndios, nacionais e estrangeiros:

–          Família Lunardelli, com pelo menos 10 fazendas;

                                    – Volkswagen, com a fazenda “Vale do Rio Cristalino” e ações na fazenda “Campo Alegre”;

                                    – Nixdorf, com a fazenda “Aldeia”;

                                    – Grupo Manah, com a fazenda “Sussuapara”

                                    – Grupo Brasil Central;

                                   – Óleos Pacaembu;

                                   – Bradesco

                                               A diocese de Conceição do Araguaia levantou em ja/neiro de 1980 mais de 78 conflitos por questões possessórias,/ abarcando 4.500 famílias, o que soma mais de 22.000 pessoas. A/lém das muitas questões trabalhistas que afetam quase todas/ as fazendas (e serrarias e madereiras) da região e da Amazônia/ Legal inteira. É o problema dos peões, trabalhadores braçais/ assalariados, outra figura trágica que o Latifúndio criou e ex/plora em seus domínios. E ainda, a problemática mais recente/ dos garimpeiros, que pululam por aquela região.   

GETAT, FORÇA DE CHOQUE

            A região do CARAJÁS –Norte do Goiás, Sudoeste do Ma/ranhão, Sudeste do Pará – está sendo preparado oficialmente pa/ra o maior brinde brasileiro já oferecido às multinacionais. O/ país vai gastar na infra-estrutura do projeto mais de 60 bilhões/ (sessenta bilhões) de dólares, o montante de nossa dívida ex/terna.

                                    O capital multinacional, para aceitar o festim, e/xige “a ordem” dentro da área. Com esta finalidade foi cria/do, em 1980, o GETAT, diretamente subordinado à Presidência da/ República e ligado à Segurança Nacional. Na época, o próprio/ presidente do INCRA, Paulo Yokota, declarou que o Governo não/ pretendia, com o GETAT, promover a Reforma Agrária, mas apenas/ intervir em situações de maior tensão. Foi acionada assim, na/ região, uma “operação bombeiro”, apagam-se as fogueiras locali/zadamente, para evitar o incêndio social. Não se atingem as/ causas, e se agrava a situação do Povo.

                                    Com a entrada do GETAT, a questão agrária nessa re/gião passou a ser diretamente policial, arbitrariamente autôno/ma. E abertamente anti-nacional. Segundo declarações do insus/peito coronel Jarbas Passarinho, o GETAT conseguiu desagradar/ tanto os posseiros como os fazendeiros. Efetivamente, o GETAT/ é apenas uma “força de choque” para “limpar” a área, a serviço/ dos grandes Projetos multinacionais.

“A IGREJA TODA EM NÓS”

            Para ser fiel ao Evangelho e na linha das últimas/ grandes transformações da própria Igreja, com o Vaticano II e,/ na América Latina, com Medellín e Puebla, a Igreja do Brasil,/ no campo, SÓ PODIA FICAR DO LADO DOS LAVRADORES OPRIMIDOS.

                                    Essa opção, que se foi firmando a partir da década/ de 60, na Amazônia Legal, teve sua confirmação plena na Assem/bléia Nacional da CNBB, em fevereiro de 1980. Por unanimidade,/ os bispos católicos do Brasil, em nome de todas as suas Igrejas,/ assinaram a Carta Magna da nova Pastoral da Terra: “Igreja e/ problema da terra”.

                                    O que muitas Igrejas particulares comprometidas, a diocese de Conceição do Araguaia, concretamente, e os padres A/ristídes e Francisco vêm falando e agindo, na defesa, na cons/cientização e no estímulo à organização do Povo lavrador, está/ definido e assumido nesse Documento oficial da CNBB.

                                    O arcebispo coadjutor de Belém, Dom Vicente Zico,/ na grande concelebração dos 14 bispos frente ao prédio da Polí/cia Federal, definia com precisão: “Não somos aqui um setor da/ Igreja, mas a Igreja toda em nós”.

            Inutilmente, o Latifúndio, a Política Oficial, a/ Rádio Nacional de Brasília e a Empresa Brasileira de Notícias/ pretendem contrapor Igreja à Igreja. A Igreja Católica no Bra/sil assumiu a Causa do Homem do Campo. Como outras Igrejas cris/tãs vêm assumido essa mesma Causa. É o “rosto rural da Igreja”,/ que a última Assembléia Nacional da CPT delineava.

                                    O Conselho Permanente da CNBB, em sua nota de 24 de/ setembro de 1981, recolhia a confirmação de João Paulo II sobre esta opção pastoral e advertia oportunamente aos difamado/res e aos indiferentes: “Milhões de homens… se veem (sic) obriga/dos a cultivar as terras de outros e … são explorados pelos/ latifundiários (Laborem Exercens).

                                    “Ultimamente aparecem, de Norte a Sul do país, acu/sações falsas contra elementos da Igreja como se fossem os pro/motores da invasão de terras. Procura-se desta forma descarre/gar na Igreja e seus ministros a responsabilidade por um esta/do de coisas que é fruto de uma estrutura fundiária injusta e/ de ganância das grandes empresas, favorecidas pelos incentivos/ fiscais. (…) “Ao investigar certas situações de conflito em grande número de Estados da Federação, não se pode deixar de/ compreender que os posseiros, atacados injustamente por pisto/leiros e jagunços e sem a devida proteção dos órgãos oficiais/, recorram ao direito de legítima defesa.”

                                    Entre outros muitos mártires e perseguidos, no Bra/sil e na América Latina, com toda essa Igreja que acordou para/ o Campo e pretende ser, no Campo, semente de Libertação, os/ padres Francisco e Aristides, presos, enquadrados, ameaçados/ de expulsão, estão apenas cumprindo o Evangelho, num serviço/ desinteressado ao Povo do Brasil.

                                    Em todo o caso, o martírio dos ministros da Igreja/ nunca é maior que o martírio que pesa diariamente sobre o Povo,/ marginalizado, no Campo e na Cidade. Mas na medida em que a/ Igreja se faz Povo e Povo se faz Igreja, se tornam uma só cami/nhada o sofrimento, a luta e a Esperança de ambos.

  • Notação/ordenação em nossos arquivos:

0005 A-81/83-91/COM/TEXT/MF//0001/0002/0001/000A

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Documentos

Uma resposta para “São Geraldo do Araguaia

  1. Eduardo A. Cajias

    Há muito tempo (desde 1982 ou 1983) eu queria ler o que ocorreu, de fato, com esses dois padres franceses. Agora tive a oportunidade.
    Mas gostaria de saber como eles estão hoje em dia.
    A União já considerou que foi um erro o que fez?
    Como estão as CEB’s atualmente naquela região?
    Em todo o caso, muito obrigado pela oportunidade de conhecer mais sobre o assunto.

    Eduardo – jornalista, São Paulo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s